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 Ressurreição por Pe. Sílvio Mocelin


   O cristianismo não é o seguimento ou prática apenas de uma doutrina, de uma teoria, de uma lei ou de uma moral.

  Nós seguimos uma Pessoa, Jesus Cristo.

  Nós seguimos Jesus Cristo, que nos diz: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”. “Aprendei de mim que sou manso e humilde de Coração”. “Eu sou a luz do mundo, quem se segue terá a luz da vida”. Jo.14,6, Mt.11,29; Jo.8,12.

Quem é Jesus para você? Só um Sábio? Só um Santo? Só um Profeta? Quem não crê em Jesus como Filho de Deus, não tem razão para seguí-lo.

  Há muitas formas de demonstrar a divindade de Jesus:
   - Profecias
   - Milagres
   - Ressurreição
   - Análise de fatos
   - História da Igreja Só Deus é mais forte do que a morte.

Qual a importância da ressurreição de Jesus para sua vida? 1Cor. 15,1-22; Rom. 6,4-11.
Você tem certeza de que Jesus ressuscitou?
    Em que se baseia?
Bastaria provar a não ressurreição de Jesus para acabar com a religião cristã.

Se Jesus não ressuscitou, vã é a nossa fé e ainda estamos no pecado. 1Cor.15,14

Se Jesus não ressuscitou estamos esperando em vão nossa ressurreição.

Se Jesus não ressuscitou, Ele nos enganou ao prometer que estaria conosco todos os dias até o final dos tempos, para que o poder do mal não nos vencesse...

Se Jesus ressuscitou, tudo está garantido.

Se Ele ressuscitou suas promessas, nas quais cremos e são nossa esperança, se realizarão, se cumprirão.

Se Jesus ressuscitou, Ele cumpriu a maior prova de que Ele é realmente o Filho de Deus.

Se Jesus ressuscitou, tudo está garantido.

Se Ele ressuscitou suas promessas, nas quais cremos e são nossa esperança, se realizarão, se cumprirão.

Se Jesus ressuscitou, Ele cumpriu a maior prova de que Ele é realmente o Filho de Deus.

Como sabemos que Jesus ressuscitou?

Quais são as provas, os sinais de sua ressurreição?

Se Jesus ressuscitou e está vivo, então Ele deve de algum modo, manifestar-se e agir também hoje, pois prometeu: ”Estarei convosco, todos os dias até o fim dos tempos”.Mt.28,20.

Se Ele está de fato vivo, onde estão os milagres, os sinais de sua presença viva entre nós, hoje? Quem crê na ressurreição de Jesus tem encanto, alegria, firme esperança, coragem e certeza da vitória da vida sobre a morte.

Por isso são muito sérias as perguntas:
Você tem certeza da ressurreição de Jesus?
Em que se apóia a sua fé no Cristo Ressuscitado?

“Por que procurais entre os mortos aquele que está vivo”? Parece que muitos cristãos são adoradores de um Deus cadáver, pois, há mais devotos da Sexta feira Santa do que do Sábado de Aleluia.

Quem quererá ser discípulo e missionário de um Deus morto? Parece que muitos cristãos não têm certeza da ressurreição e por isso não se comprometem com Cristo nem com sua obra, com a Igreja, com a Evangelização.

Então, vamos dialogar e nos ajudar: Por que cremos na Ressurreição de Jesus?
Cremos na ressurreição de Jesus
1- Pelo testemunho de testemunhas oculares.
As mulheres não acreditavam, isto é, não esperavam a ressurreição. Que foram fazer no sepulcro domingo cedo?
Foram chorar pelo amigo e embalsamá-lo melhor.
Os apóstolos e discípulos também não esperavam pela ressurreição. Estavam desiludidos e desmoralizados pela “maldição” da cruz que era morte física e moral: “Nós esperávamos que Jesus fosse libertar Israel...” Que esperar de um morto há três dias?
A descrença das mulheres e dos apóstolos, porém, é um fato positivo, pois, do contrário teriam dito que a ressurreição foi sublimação, foi invenção de um “herói”, exigida pela dor e pela expectativa frustrada de um “messias”.
Apesar de todas as profecias sobre a ressurreição (O filho do homem vai subir a Jerusalém... Como Jonas... Destruí este templo... Após a transfiguração..) e ter Jesus ressuscitado três mortos, os apóstolos não esperavam a ressurreição. “Eles ainda não tinham entendido as escrituras segundo a qual Ele devia ressuscitar dos mortos” Jo. 20,9. “Então abriu-lhes a inteligência para entender as escrituras” Lc. 24,45.

2 - Pelo cumprimento das promessas feitas pelo Ressuscitado:

- Palavra: Passará o céu e a terra... Estarei convosco todos os dias até o fim...
- Oração: Pedi e recebereis... Tudo que pedirdes... Elias e Baal no monte Carmelo...
Igreja: As portas do inferno jamais prevalecerão... semente de mostarda...
Eucaristia, Vocações, Reconciliação…

3 - Pela experiência pessoal:
Como tenho experimentado a presença do Ressuscitado em minha vida?
Se não tenho nenhuma experiência do Ressuscitado não posso ser luz para o mundo.
Quais os sinais, prodígios DELE em minha vida?

Sinais do Ressuscitado João 20,24-29: Tomé, propriamente não é descrente, mas sente especial exigência de fatos que fundamentem sua fé. Isto é um valor. Isto é um direito de nossa natureza racional.

A ressurreição comprovada é o fato que gera a fé de Tomé. “Meu Senhor e meu Deus”.

A certeza da ressurreição deu a Tomé tamanha convicção a ponto de não temer nem mesmo morrer por esta verdade, garantia também de nossa ressurreição.

“Crer sem ter visto”, não dispensa conhecer as razões de nossa fé e esperança para dá-la a quem no-la pede. (1 Ped. 3,15).

Por que creio na ressurreição? Tenho fé ou crendice? Fé, que não se apóia em fatos, torna-se crendice, credulidade, superstição, ignorância fanática. A fé precisa apoiar-se em fatos para que possa gerar fatos e obras.

Fé sem obras – na sua origem e fim – é morta. A ressurreição é a maior obra de Jesus para provar sua divindade. Não é possível alguém comprometer sua vida com Cristo, assumir uma missão, sem fé sólida na realidade divina de Cristo.

Para refletir: Se Jesus ressuscitou e continua vivo onde estão os sinais ou fatos atuais que atestam sua vida e ressurreição?

Mc. 16,17. Se Ele está de fato vivo, onde estão os milagres, os sinais de sua presença viva entre nós, hoje?

4 – Pela situação subjetiva dos apóstolos após a morte de Jesus.

Os apóstolos eram personalidades maduras e não adolescentes avoados. Eram pessoas cujas opções já estavam feitas e, pela idade (+- 40), não tinham disposição para assumir outras opções... Sonhavam com um Messias político para libertá-los do domínio romano: Pedro Mt. 16,22 + Atos 1,6.

Todos os sonhos de um Messias político ruem pela morte de Jesus na cruz.

Logo depois de ter visto o Cristo vencido e morto como um maldito na cruz, os apóstolos o aclamam como Kyrios emon (Nosso Senhor). Esta mudança não teria acontecido se não houvesse uma fortíssima razão, pois não duvidaram em morrer pelo Cristo, Senhor e Deus.

Os apóstolos mudam, viram de repente em sua opção.

É inexplicável como os apóstolos fizeram a transição do Cristo maldito na cruz para o Cristo Senhor e Deus se não fosse real a Ressurreição de Jesus, da qual se tornam intrépidas testemunhas.

5 – Pela situação subjetiva dos inimigos no fato da ressurreição

Atos 4,5-20 + 5,27-40: É preciso obedecer antes a Deus do que aos homens. O Deus de nossos pais ressuscitou Jesus que vós matastes... Disto nós somos testemunhas. Nós não podemos deixar de falar do que vimos e ouvimos, do Kyrios Ressuscitado...

O único argumento dos adversários é proibir falar de Jesus, mas não têm argumento para isso senão a violência, que é o argumento de quem não tem argumento.

Por que não dizem aos apóstolos que eles roubaram o corpo de Jesus, enquanto os soldados dormiam? Mt. 28,13.

6 – Pelo túmulo vazio

Atos 2,22-36; Sl. 15. No dia de Pentecostes, três mil pessoas se converteram, não tanto pelo fenômeno do forte vento e línguas de fogo, quanto pela pregação de São Pedro. Ele explicou que o que estava acontecendo era realização da profecia de Joel (3,1-5) e do Salmo 15 (8-11).

A palavra de São Pedro trouxe tamanha evidência aos fatos, que os presentes tomaram consciência de ter cometido grave equívoco: ter crucificado o Justo e ter libertado o criminoso (Barrabás).

S. Pedro explicou: Davi não falou de si, mas, sendo profeta, falou do Messias Jesus. O túmulo de Davi está fechado. Todos o conhecem. Ele viu a corrupção da morte. O túmulo de Jesus está vazio.

Esta evidência era tal que se converteram 3.000 pela argumentação de Pedro, que “deu a razão da esperança na Ressurreição”. 1 Ped. 3,15.

7 – Pela conversão de Saulo = Atos 9,1-21.

Saulo, recém formado em teologia na escola do grande mestre Gamaliel, vai a Jerusalém e, como judeu autêntico, cheio de ardor e zelo pela Lei, vê a confusão armada por uma “seita”, que pretende o absurdo intolerável, a heresia de querer colocar na glória do Deus transcendente um homem maldito, porque morto numa cruz. Para um judeu é um absurdo intolerável querer que seja adorado como Deus um simples homem, além de tudo, amaldiçoado por Deus.

Para Saulo o argumento irrefutável de que Cristo é maldito por Deus, é o fato de ele ter morrido numa cruz e Deus não ter feito nada para livrá-lo da cruz.

Isto é um argumento bíblico-teológico. Por isso se entende porque os judeus não queriam qualquer morte para Jesus, mas que morresse crucificado. Veja Mt. 27,40-43. e Deut. 21.22-23. “Quem é culpado de um grande crime deve morrer suspenso numa árvore, ... pois, o que for suspenso numa árvore é maldito de Deus”.

Esta é a razão porque o ardoroso Saulo “respirando ameaças e morticínios contra os discípulos do Senhor,... com cartas do Sumo Sacerdote, perseguia impiedosamente tais blasfemos”. At. 9,1s.

De repente o ferrenho perseguidor Saulo “começou a anunciar Jesus nas sinagogas, proclamando ser ele o Filho de Deus. Todos os que o ouviam, ficavam admirados e diziam: “Não é este que em Jerusalém perseguia aqueles que invocavam este nome e veio expressamente para levá-los algemados aos Sumos Sacerdotes?” At. 9,26.

Na vida de Saulo houve uma reviravolta. De perseguidor impiedoso tornou-se fervoroso adorador do Crucificado. Só é possível explicar isto, se foi real e verdadeira a visão que ele teve às portas de Damasco, quando “uma luz o envolveu de claridade... e ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo por que me persegues? Quem és tu, senhor? Perguntou ele e alguém lhe respondeu: Eu sou Jesus a quem tu persegues”. At. 9,3-5.

Foi o encontro com o Ressuscitado que revelou a Paulo o mistério da Cruz, em que “Cristo nos remiu da maldição da Lei, tornando-se maldição por nós (Gal.3,13; Is. 53s) e “aquele que não conhecera o pecado, Deus o fez pecado por causa de nós, afim de que por ele nos tornemos justiça de Deus”. 2 Cor. 5,21.

Foi o amor de Cristo “que me amou e se entregou por mim” (Gal.2,20) que compeliu Paulo a não amar senão Cristo e Cristo Crucificado. 1Cor. 2,2; 2Cor. 4,7-15.

Foi o encontro com o Ressuscitado que “em último lugar apareceu também a mim, o abortivo” (1Cor. 15,8) que converteu Saulo e o fez ardoroso anunciador pela palavra, pela vida e pela morte, desta verdade: “Se Cristo não ressuscitou é ilusória a vossa fé e ainda estais em vossos pecados... Se temos esperança em Cristo tão somente para esta vida, somos os mais dignos de compaixão de todos os homens. Mas não! Cristo ressuscitou dos mortos...” 1Cor. 15,17-20.

A certeza de ressuscitar com Cristo fez de Paulo um fiel seguidor e incansável anunciador do Crucificado “pois sabemos que aquele que ressuscitou o Senhor Jesus, ressuscitará também a nós com Jesus e nos colocará ao lado dele... Por isso não nos deixamos abater... embora o homem exterior vá caminhando para a ruína, o homem interior se renova de dia a dia”. 2 Cor. 4,14-16.

Somos cristãos e seguimos Jesus porque Ele é o único que nos pode livrar da morte e da conde-nação eterna.



Pe. Sílvio Mocelin


Fonte: Pe. Sílvio Mocelin
Postado em: 21/08/2009 às 21:21:13



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