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 Esperança por Pe. Sílvio Mocelin


   As aulas de cristologia com Pe. Marcelo do Carmo Rodrigues estão sendo muito apreciadas. Alem do aspeto científico sólido e competente, ele transmite um aspecto vivencial para chegarmos a adesão a Cristo.

Na última aula, ao meditarmos tópicos da história da salvação, impressionou-me muito a esperança misericordiosa de Deus. Gostaria de dizer algo para quem não pode participar.

1. Gênesis 3,14s: A desobediência a Deus gerou na humanidade um conflito entre a descendência da serpente e da mulher. O fruto proibido continua sendo apresentado hoje como atraente e agradável. Foi dado o exemplo do aborto. A serpente é tudo aquilo que nos seduz e torna agradável desobedecer a Deus. Somos mordidos no calcanhar toda vez que ocupamos o lugar de Deus decidindo o que é moralmente certo ou errado. A serpente continua mordendo nossos calcanhares, mas há uma esperança de cura. Jesus, o novo Adão, trouxe esperança de cura do pecado pela fidelidade e obediência ao Pai até à morte. Jesus nos ensina obedecer e ser felizes, mas continuamos livres, e as tentações estão presentes no mundo. O importante é que o pecado não fechou a esperança.

2. Gênesis 9,8-17: Após o dilúvio Deus faz aliança com Noé. Deus sabe que a humanidade vai pecar de novo, mas prometeu não mais destruí-la. Deus faz uma aliança, toma um compromisso de salvação com a humanidade pecadora. Deus é justo, pune o pecado, mas oferece a solução da esperança apesar do pecado. Arco íris sinal da aliança.

3. Gênesis 12,1-3: Bênção de Deus a Abraão e aos povos. Abençoar é gerar nas pessoas situação nova de esperança. Bênção é promessa cujo cumprimento pode demorar. Por causa da demora no cumprimento, podemos duvidar da fidelidade de Deus. Às vezes queremos resolver os problemas do nosso jeito, como na história de Sara e Agar e só complicamos nossa vida.

4. 1Crônicas 17,1-15: Não é Davi que fará uma casa para Deus, mas Deus que fará uma casa para Davi. A esperança é renovada pela promessa de um Salvador descendente de Davi. “Serei para ele um pai e ele será para mim um filho. Nunca retirarei dele meu favor... Eu o estabelecerei para sempre sobre minha casa e sobre o meu reino e seu trono estará firme para sempre”.

5. Mesmo com o exílio da Babilônia a esperança é viva porque Deus ainda não cumpriu a promessa de enviar um salvador. Assim a história da salvação vai mostrando a fidelidade de Deus apesar das idolatrias de Israel. Deus não é fiel porque nós somos fiéis, mas porque Ele é Deus santo e não um homem pecador. Deus vai alimentando uma esperança para o alto, mas somos “mordidos” por só esperar uma realização material. Queremos um Salvador a nosso serviço material. Mas Deus não desiste do homem.

Pe. Sílvio Mocelin.


Fonte: Pe. Sílvio Mocelin
Postado em: 22/09/2009 às 09:40:19



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