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 Livre Exame da Bíblia e Magistério por pe. Sílvio Mocelin


   

Um princípio fundamental dos irmãos protestantes é o chamado Livre Exame da Bíblia, um tipo de linha direta do leitor da Bíblia com o Espírito Santo, dispensando qualquer intermediário entre o crente e Deus.

 

Se se crê no Livre Exame da Bíblia, isto é, numa iluminação direta e pessoal do Espírito Santo a cada leitor da Bíblia, então o magistério dos pastores se torna dispensável e inútil. Seria até pretencioso um pastor julgar que suas interpretações da Palavra fossem melhores do que as que o Espírito Santo concede a outro crente. Cada protestante deveria ler a Bíblia em particular e respeitar a interpretação dos outros sem comentar.

 

Nossos irmãos protestantes estão percebendo que o Livre Exame não é ensinado pela Bíblia e se torna fonte de falsas interpretações contraditórias da Palavra de Deus e causa de divisões atribuídas ao Espírito Santo, quando Ele é fonte de comunhão e de unidade dos carismas na Igreja. Veja textos bíblicos sobre o Espírito Santo como autor de unidade e não de divisões: 1 Cor. 1,10; 12,4-13; Efésios 4,1-7; Jo 17,17-23.

 

Para que haja discernimento entre as inspirações do Espírito e as do Inimigo, Jesus dotou sua Igreja com o ministério do Magistério Apostólico. Veja como Jesus constituiu seus representantes para ensinar (Mt. 16,18s; 18,15-18; Lc. 22,31s) e “o Espírito Santo os estabeleceu como guardas para apascentar a Igreja de Deus que Ele adquiriu para si pelo sangue do seu próprio Filho” (Atos 20,28-32). Além disso, Jesus insiste na mediação necessária entre Ele, seus ministros e o Pai: “Quem vos ouve a mim ouve, quem vos despreza a mim despreza, e quem me despreza, despreza aquele que me enviou”. Lc. 10,16.

 

Para sermos testemunhas do Ressuscitado “é preciso obedecer antes a Deus que aos homens”... ao Espírito Santo que Deus concede aos que lhe obedecem. Atos 5,29-32.

 

É interessante ver como o próprio Espírito Santo envia o Diácono Filipe para explicar ao Ministro de Candace, rainha da Etiópia, o trecho do profeta Isaias: Filipe perguntou-lhe: “Compreendes o que lês?” Como poderia, disse o outro, se não há quem mo explique? ... Filipe tomou a palavra e, partindo deste trecho da Escritura, anunciou-lhe a boa nova de Jesus”. Atos 8,26-35.

 

A comunhão e a unidade são sinais próprios do Espírito Santo e a divisão e confusão são obras evidentes de Satanás. Por isso quem gera a comunhão trabalha pra Deus e quem gera divisão trabalha para Satanás.        Como é tremenda responsabilidade nossa como ministros da Palavra. Precisamos ser orientados para transmitir com fidelidade o ensino de Deus e não opiniões pessoais errôneas.

 

Pe. Sílvio Mocelin, 18.04.2013


Fonte: pe. Sílvio Mocelin
Postado em: 19/04/2013 às 19:27:07



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